Me perco nesse momento em que todas as lembranças insistem em confundir.
Me procuro nas respostas que ainda não construí.
Me recordo de cada erro cometido, cada sonho reprimido, cada vontade escandalosa deixada de lado.
Não há mais tempo pra quase nada.
Muito pouco resta do que se tem.
Aquilo que se busca talvez nem exista.
E o que se teme pode não nos alcançar.
Então... é seguir com medo, com utopias, com planos e tentar as realizações.
Aproveitar cada instante oportuno.
E fazer de toda madrugada, de sono ou insônia, o espaço ideal de reflexão.
Sem culpas ou arrependimentos, lembrar do amanhecer que oferece a chance da execução.